28 de março de 2014

A nuvém refém


Sinto no olhar as cheias desta tempestade por anunciar
No coração a dor de quem não pode escolher o que quer


Estou amarrada numa prisão ao ar livre sem me mexer
Doem-me os cotovelos de me arrastar, não mais consigo avançar


Estou tão triste de só que nem comigo quero mais estar
Não desta forma, dependente de todos os outros para ter


O essencial que é meu por direito, o facto de poder viver!

Falam-me para viver e a vida aproveitar
Frases feitas que nada me ensinam só revela, de forma vasta


O quanto deslocada estou de onde devia estar
E me torturam nesta fossa de lágrimas que me desgasta e agasta!

3 comentários:

Pedro Antunes disse...

Frases feitas sem sentir é a moda do mais se faz ouvir, mas tu presa nessa jaula sem acreditar ti é algo que para mim não pode ser assim! Acredito em todo o teu ser e não há jaula nesta vida que te poderá deter! bjs

Luis M.Castanheira disse...

não pode ser...
há uma estrela a conhecer
tão límpida,brilhante e quente
que jamais poderá esmorecer.

e quem a olhar
mesmo de longe
não irá cegar.

prisioneira no interior
só vejo imenso amor.

olhando à tua volta e
libertada dessa dor
sentirás o mundo
como quem não está só
como qualquer flor.
LM

Luís M.Castanheira disse...

Olha a tua poesia parada
numa palavra..., guardada
num interior de recuado amor.
Deixa-a soltar-se em alvorada
planar nesta planície raiada,
ser livre e limpa como a flor.